quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A CULPA É SUA!


CULPA SUA Não adianta falar que vai ajudar o planeta, que é contra o aquecimento global ou vai denunciar o vizinho por não reciclar o lixo.
Dois sites medem sua culpa por destruir a natureza. O WWW.ZEROFOOTPRINTOFFSETS.COM é em inglês e você tem de aproximar os dados por causa das perguntas específicas para gringo. Já no WWW.MYFOOTPRINT.ORG dá para se testar em português. O resultado aponta quantos planetas são necessários para absorver tudo o que você utiliza em atividades banais. Dá medo.


MARIE CLAIRE JULHO/2007

domingo, 12 de setembro de 2010


Nos EUA, 304 milhões de aparelhos eletrônicos são jogados no lixo a cada ano.
Seis em cada dez deles ainda funcionam.

O OURO ESTÁ NO LIXO


Sete em cada 10 dos 50 milhões de toneladas eletrônica produzidas por ano vão parar na China, onde são recicladas
Um problema de difícil solução surgiu na esteira da tecnologia: o que fazer com a sucata eletrônica? De acordo com a ONU, o planeta descarta por ano 50 milhões de toneladas desse tipo de resíduo. Do ponto de vista ambiental é um desastre. O material plástico das carcaças de computador leva séculos para se decompor na natureza. Os componentes, como as placas-mãe, estão recheados de metais pesados, como mercúrio, chumbo, cádmio e berílio, altamente tóxicos. O problema só não é mais grave na Europa e nos Estados Unidos – os maiores produtores mundiais de sucata eletrônica – porque 70% de todo o lixo é enviado gratuitamente ou vendido a preços simbólicos à China.
A principal riqueza de Guiyu, cidade do litoral chinês com 150 000 moradores, é precisamente o garimpo no lixo eletrônico. Oito em cada dez habitantes, incluindo crianças e idosos, passam o dia destroçando carcaças de computadores, aparelhos de fax e outras peças. Buscam metais que possam ser recuperados e revendidos, como cobre, aço e ouro. As placas-mãe das maquinas são desmontadas em fogareiros de carvão. As carcaças de PVC também são derretidas para aproveitamento, um processo que libera gases tóxicos. Estudos constataram que o solo da região está contaminado por metais pesados. Não resta uma só fonte de água potável num raio de 50 quilômetros da cidade. Essas informações alarmistas não tiram o entusiasmo dos recicladores. Ao contrário. Esse tipo de ferro-velho constitui um negocio tão promissor que outros países, particularmente a Índia e a Nigéria, passaram a disputar com os chineses os carregamentos de sua sucatas eletrônica.


FONTE: Revista Veja especial TECNOLOGIA pag 74-75;agosto,2010.

domingo, 14 de março de 2010

Brasileiros têm dificuldade para dar fim ao lixo eletrônico

Se for descartado de qualquer jeito, coloca em risco a saúde de muita gente e do planeta. Mas dar um destino ecologicamente correto ao lixo eletrônico pode não ser tão fácil assim.

Sabe aquela TV quebrada, aquele computador ultrapassado que não serve para mais nada? Um relatório da ONU revelou que o Brasil é o país emergente que produz o maior volume de lixo eletrônico por habitante. O Fantástico mostra que não é nada fácil dar cabo dessas tranqueiras.

Veja dicas do Instituto Gea para se livrar do lixo eletrônico

Impressora quebrada, secretária eletrônica antiga e o rádio-relógio: tudo isso é lixo eletrônico. São 40 milhões de toneladas por ano, no mundo inteiro. “Todos esses aparelhos velhos contêm materiais tóxicos dentro”, explica Ana Maria Luz, ambientalista do instituto GEA.

Ou seja: se forem descartados de qualquer jeito, colocam em risco a sua saúde e a do planeta. Só que dar um destino ecologicamente correto ao lixo eletrônico pode não ser tão fácil assim.

Nós fizemos um teste em três capitais: São Paulo, Fortaleza e Vitória.

Como tantos brasileiros, o aposentado Guilherme Filgueiras, Vânia e o administrador de empresas Marcelo Cavarzere têm um monte de tranqueiras em casa.

A repórter Renata Cafardo pergunta para o Marcelo o que ele poderia fazer com o aparelho de som quebrado. “Na minha opinião, isso é lixo”, comenta o administrador de empresas.

O desafio de Marcelo é ligar para prefeituras e empresas em busca de informações. Em São Paulo, o fabricante da secretária eletrônica de Marcelo informa que não recolhe o produto. A prefeitura, por sua vez, fala para entrar em contato com a subprefeitura de Santana, o bairro onde Marcelo mora. A atendente diz que pode mandar buscar o equipamento.

Marcelo: E o que vocês fazem com isso?
Atendente: Eles levam para um terrenão em que eles jogam as coisas.
Marcelo: Eles levam para um terrenão e jogam as coisas, é isso?
Atendente: Eles separam, e o que não vai eles jogam no terreno.

Em nota, a subprefeitura de Santana garante que houve um mal-entendido. O lixo, diz o texto, é encaminhado para cooperativas cadastradas.

Em Fortaleza, mais jogo de empurra dos órgãos públicos. Na secretaria de Meio Ambiente do município ninguém atende, em pleno horário comercial. Guilherme liga para a empresa que recolhe o lixo da cidade, e a orientação é procurar a Federação das Indústrias do Ceará. “Aqui, no Ceará, eu não tenho conhecimento de pessoas que recebam esse tipo de material”, informa a atendente.

E em Vitória? Depois de nove ligações para lugares diferentes, Vânia consegue falar com o atendente do programa "Bota Fora", da prefeitura. Ele conta o que é feito com o lixo eletrônico coletado: “o lixo coletado é jogado fora, lá para os lados de Cariacica, esses cantos aí. Quem joga lá é a empreiteira. É um lixão lá que eles têm mesmo”.

A prefeitura de Vitória negou, também em nota, esse tipo de prática. Para Vânia, Marcelo e Guilherme, o sentimento é de frustração. “Fica complicado se desfazer de uma maneira correta”, reclama o aposentado Guilherme Filgueiras.

Nosso teste mostrou que o brasileiro ainda recebe muitas informações confusas. Afinal, o lixo eletrônico é responsabilidade dos fabricantes ou do governo? Não foi aprovada, até hoje, uma lei federal para regulamentar a questão.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos se arrasta há 19 anos no Congresso. “Dezenove anos é um pouco inexplicável para um projeto de lei tão necessário ficar esse tempo todo aí”, declarou o analista ambiental Felipe Andueza.

Enquanto isso, o consumo não para de crescer. Este ano, a expectativa da indústria é de vender 14 milhões de computadores e 68 milhões de celulares. Ou seja: vem muito mais lixo por aí.

E o que o consumidor deve fazer se tiver um produto eletrônico que ele não usa mais em casa? “O consumidor deve ligar para a indústria que produziu o seu equipamento e perguntar se ela tem algum programa de coleta e reciclagem desse equipamento”, diz Felipe.

Se a empresa não tiver, uma opção é procurar instituições, como uma em Guarulhos, São Paulo. Nela, os aparelhos são consertados e doados a escolas públicas e comunidades pobres.

A sucata que não dá para reaproveitar segue para empresas certificadas de reciclagem. “Mesmo dando um pouquinho de trabalho, pesquisa. Você vai ajudar a formar a cultura desse novo mercado de reciclagem que o Brasil tanto precisa”, declarou Rodrigo Baggio, diretor do Comitê de Democratização de Informática.

O importante é ter certeza de que o seu eletrodoméstico não vai parar em qualquer lixão ou "terrenão" por aí.


LINK: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1519279-15605,00-BRASILEIROS+TEM+DIFICULDADE+PARA+DAR+FIM+AO+LIXO+ELETRONICO.html

sábado, 26 de dezembro de 2009

Comitê para Democratização da Informática


Doe o seu computador usado para o Comitê para Democratização da Informática e ajude a atualizar o futuro de alguém.

Apoie o projeto CDI, reconhecido e respeitado mundialmente, e amplie o número de crianças, jovens e adultos beneficiados pelos CDI Comunidade no Brasil e no mundo.

Siga o link abaixo e saiba mais:
http://www.cdi.org.br/notes/Doe_Agora

USP cria centro para reciclar lixo eletrônico

Se você tem algum computador aposentado em casa, nós temos sugestões de instituições sérias que podem dar um destino muito útil pra ele.


No ritmo em que a indústria de eletrônicos avança, com lançamentos cada vez mais frequentes, é natural que as trocas de aparelhos acabem deixando para trás um rastro de equipamentos ultrapassados, mas que ainda podem ser úteis para muita gente.

A Universidade de São Paulo montou um centro de reciclagem para diminuir esse problema e também evitar a ameaça que o lixo eletrônico representa para o meio-ambiente.

Os computadores já foram vanguarda, já foram o futuro. Hoje, são vítimas do avanço da tecnologia.

“A cada dia surgem novos produtos, mais atraentes, novos celulares, novos micros, e mesmo esses equipamentos não chegando ao final do seu ciclo de vida são substituídos por novos equipamentos”, explica Mauro Bernardes, da Divisão de Informática da USP.

O lixo eletrônico não tem cheiro, não suja as mãos e tem uma aparência bem melhor do que o lixo convencional. Mas ele está repleto de substâncias como chumbo, mercúrio e cádmio que, se não tiverem um destino adequado, podem contaminar a natureza e prejudicar a saúde humana.

O galpão que acaba de ser inaugurado na Universidade de São Paulo é uma tentativa de transformar toneladas de equipamentos velhos em algo útil de novo.

Primeiro, eles passam por uma seleção. O que pode voltar a funcionar é consertado e vai para escolas carentes. O que não funciona é desmontado e separado. Plástico, ferro e vidro são vendidos para indústrias de reprocessamento.

Antes de ir para as empresas de reciclagem, parte do material é prensada, para reduzir o volume e o custo do transporte, que é muito alto. Por exemplo, nove gabinetes de computador depois de prensados ocupam o espaço de apenas um.

As únicas peças que vão para o exterior são as placas eletrônicas, que têm pequenas quantidades de ouro. O Brasil ainda não tem fábricas para reciclar esse material, uma realidade que a USP quer mudar.

“É onde tem maior fonte de renda. O dinheiro da placa ficaria no Brasil e nós criaríamos uma nova indústria, novos empregos. Tem ganho financeiro, social e ambiental”, argumenta Tereza Cristina Carvalho, do Centro de Computação Eletrônica da USP.

O analista de sistemas Fernando Redigolo não pensou duas vezes. Encheu uma caixa de tralhas eletrônicas e doou para a reciclagem. “Tinha coisa que tinha dez anos pelo menos”, contou.



Alem do meio ambiente, quem gostou da iniciativa foi a mulher dele. “Ela agradece o espaço que tem em casa agora e antes estava ocupado por velharias. Só não posso acumular mais coisas senão eu arrumo briga de novo em casa”, disse.

O centro tem capacidade para processar dez toneladas de lixo eletrônico por mês, mas, por enquanto, só está recebendo material doado por alunos e funcionários da universidade.

Se você tem algum computador aposentado em casa, nós temos sugestões de instituições sérias que podem dar um destino muito útil pra ele.


http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1426680-10406,00-USP+CRIA+CENTRO+PARA+RECICLAR+LIXO+ELETRONICO.html

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Conscientização

Atualmente é necessário a conscientização da população em relação ao descarte correto do lixo, já que muitos, ou seja, a maioria é totalmente desinformada quando entra em questão o lixo eletrônico. Por isso é preciso que a população em geral, seja informada sobre este assunto.
Apesar do seu alto consumo ocorre em todo o mundo o descarte desordenado do lixo eletrônico, gerando por sua vez doenças causadas pelos seus componentes químicos. É de extrema importância a conscientização da população, e a implantação de postos de coletas.